O SISTEMA DE CURA ARAPOTY
Os
cinco temas aqui apresentados formam um conjunto de aprendizado de uma
medicina terapêutica ancestral brasileira.
Tal sistema integra: a espiritualidade, a natureza e seus elementos
(terra, água, fogo e ar), bem como a sabedoria tupy e Jê
(tapuia) vivenciada, pesquisada e internalizada por Kaká Werá
ao longo dos anos da década de 80.
Após
14 anos (de 1992 a 2006) de práticas vivenciais e imersões
com grupos em diversos lugares do Brasil e do Exterior, trabalhando
com os mais variados perfis de personalidades e almas, interagindo com
mais de 10.000 pessoas, Kaká Werá sistematizou este conhecimento
com o objetivo de oferecer valores e técnicas inspirados e fundamentados
na medicina nativa do Brasil a pessoas que trabalhem com saúde
individual e social, através da educação e/ou da
terapia, e cujo trabalho promova a disseminação deste
conhecimento de forma ética e responsável.
Este Sistema, denominado Arapoty, que significa renascimento, aqui está
exposto no sentido de propiciar uma renovação e revitalização
de três aspectos de quem busca ser curado: o mental, o emocional
e o aspecto físico. Além disso, busca integrar estes aspectos
ao reconhecimento do ser humano como uma expressão espiritual,
divina e terrena.
O
Sistema Arapoty não forma curadores, mas fornece ferramentas
para curadores já formados para serem agregadas às experiências
profissionais de cada participante.
OS
CINCO MÓDULOS DO CURSO:
Cada
módulo do curso tem a duração de um final de semana
(sexta-feira à noite a domingo), em regime de imersão.
A didática inclui exposições orais, atividades
práticas/vivenciais e dinâmicas de grupo. Cada módulo
tem um livro-apostila correspondente ao tema.
O
participante dos cinco encontros receberá um certificado do Instituto
Arapoty após o rito de consagração à Mãe
Terra focalizado por Kaká Werá.
O
módulo de Janeiro (Círculo de Cura) será aberto
a todos os interessados em conhecer o trabalho. O restante do programa,
consta de um curso de formação e prioriza a participação
das pessoas interessadas em todos os módulos.
As vagas são limitadas.
1.
KUARACY-KORÁ: CÍRCULO DE CURA DO FOGO SAGRADO
Janeiro
26-28, 2007
O
círculo de cura é o espaço na natureza onde acontece
o rito de harmonização com as energias do Céu e
da Terra. Ele é uma representação do espaço
interior do Homem em perfeita sintonia com o Cosmo e suas qualidades
primordiais de expressão da vida. O micro-cosmo como espelho
do macro-cosmo.
Ao
compreender os símbolos vivos do círculo de cura: o fogo
sagrado, os quatro elementos, as influências da lua e do sol,
o movimento, a respiração, o som e o sopro, pode-se compreender
melhor o funcionamento da essência e da expressão de si
em seus estados de desarmonia e de harmonia. Conhecendo a si mesmo e
sua natureza é possível nos guiarmos e nos expressarmos
de acordo com a nota harmônica de nosso ser.
maiores
informações
2.
A ÁRVORE ANCESTRAL
Março
30 - Abril 01
Os
povos indígenas do Brasil até hoje cultuam os antepassados.
Assim como as tradições orientais, africanas e mesmo culturas
européias do passado dedicam cultos à ancestralidade.
Tais manifestações, em essência, não têm
a finalidade de preservação de sofrimento, mas de libertação
da alma. No entanto, a civilização moderna ocidental despreza
qualquer importância de cultivar as suas raízes, seja do
ponto de vista espiritual, antropológico, histórico ou
pessoal.
Nesse encontro será abordada a importância da ancestralidade
na saúde psíquica, social e cultural de uma pessoa, uma
família e uma nação. Será observado como
as relações com nossa ancestralidade podem causar prosperidade
ou miséria, doença ou saúde, vigor ou fraqueza,
medo ou coragem. O encontro tem o objetivo de orientar como a questão
da ancestralidade, melhor compreendida, pode servir de apoio aos processos
de cura.
3.
OS QUATRO ASPECTOS DA MENTE
Junho
29-Julho 01, 2007
Na
cultura tupy não existe uma palavra para designar mente e não
se desenvolveu uma elaboração conceitual e escrita para
esta questão. A palavra “ireko” é o termo
que busca demonstrar algo sobre a mente, mas a tradução
mais próxima para este termo é “estado de ser”.
A disposição mental é que determina o sucesso ou
fracasso, o bom ou o mal, a harmonia ou desarmonia, a conexão
com o divino ou a conexão com seres de limitação
astral. Compreendendo como funciona a mente, podemos compreender melhor
a nós mesmos e podemos ser bons conselheiros e orientadores nos
processos de cura. Neste encontro abordaremos a mente e a sua natureza,
de acordo com a visão tupy.
4.
O PODER DA NATUREZA NA HARMONIZAÇÃO DO SER
Setembro
28-30, 2007
A
natureza pode ajudar o ser humano a superar depressões, estresse,
síndrome do pânico e crises de origem psicológica
através da utilização das águas, plantas
medicinais, argila e das energias do sol e da lua. O corpo físico
debilitado e o corpo emocional transtornado são receptivos à
pureza dos elementos terra, água, ar e fogo e à essência
líquido-luminosa das plantas.
Conhecer os recursos da natureza como fontes de cura e apoio no tratamento
terapêutico é o objetivo deste encontro.
5
.A CURA DO ESPAÇO SAGRADO: CASA, CORPO, E AMBIENTE
Novembro
23-25, 2007
Este
encontro aborda a questão da harmonização de ambientes
através de defumações e rezas como terapia do espaço.
Conhecer as energias da terra, das águas e a forma como essas
energias interferem no espaço físico; conhecer as energias
do ar e do fogo e saber como elas podem servir de agentes harmonizadores
do espaço é um dos propósitos do curso.
Facilitador:
Kaká Werá Jecupé,
Kaká
Werá é especialista em difusão de valores sagrados
e da medicina da cultura indígena do Brasil através de
palestras, livros, vivências, participação em congressos
e seminários desde 1992.
É
professor de cultura de paz e valores humanos desde 1997 pela Fundação
Peirópolis e pela UNIPAZ, e realizou palestras e aulas inaugurais
em diversas faculdades e universidades do Brasil e do Exterior.
Teve
a honra de participar de seminários de aprendizado com Sua Santidade
o Dalai Lama no Brasil, na Índia e na França, estabelecendo
a partir daí um elo entre a ancestralidade tibetana e a tupy.
Foi
convidado por Jean Yves Leloup e Glória Sobrinho a participar
do Colégio Internacional dos Terapeutas, fundado por Leloup,
que objetiva o resgate da sabedoria dos terapeutas do deserto que compreendiam
a natureza como fonte divina de cura e harmonia.
É
autor de vários livros entre eles: "A terra dos mil povos"
(Ed. Peirópolis, 1998), "Tupã Tenonde" (Ed.
Peirópolis, 2001), "Oré Awé Roiru´a
Ma" (Ed. Triom,2002).