Ecomedicina
Tupy
a
natureza como caminho de cura e autoconhecimento
“Ao
reconhecermos a natureza como Mãe do Homem, conheceremos e cuidaremos
melhor de sua obra-prima: a nós mesmos.”
Kaká
Werá
A
ecomedicina tupy cuida do ser humano de uma forma integrada: o ser,
o corpo, o espaço ecológico, e a importância da
ancestralidade na saúde física, psíquica e mental,
bem como as questões pertinentes á harmonização
do ambiente ecológico e social. Busca a consciência da
natureza como mãe do homem, pois ao conhecê-la conheceremos
melhor á nós mesmos.
Ao
longo da década de 80 Kaká Werá após pesquisar
e internalizar a espiritualidade, a natureza e a sabedoria tupy; desenvolveu
um sistema terapêutico cujo objetivo é a renovação
e revitalização de três aspectos do ser: o mental,
o emocional e o físico. Este sistema deu origem ao curso de eco-medicina
tupy.
Após
15 anos (de 1992 a 2007) de práticas vivenciais e imersões
com grupos em diversos lugares do Brasil e do Exterior, trabalhando
com os mais variados perfis de personalidades e almas, interagindo com
mais de 10.000 pessoas, Kaká Werá sistematizou este conhecimento
com o objetivo de oferecer valores e técnicas inspirados e fundamentados
na medicina nativa do Brasil a pessoas que trabalhem com saúde
individual e social, através da educação e/ou da
terapia, e cujo trabalho promova a disseminação deste
conhecimento de forma ética e responsável.
Este Sistema, denominado Arapoty, que significa renascimento, aqui está
exposto no sentido de propiciar uma renovação e revitalização
de três aspectos de quem busca ser curado: o mental, o emocional
e o aspecto físico. Além disso, busca integrar estes aspectos
ao reconhecimento do ser humano como uma expressão espiritual,
divina e terrena.
OBJETIVO
O
curso é desenvolvido em módulos e tem como objetivo oferecer
valores e técnicas inspirados fundamentados na etno-medicina
nativa do Brasil á psicólogos, terapeutas, psicoterapeutas,
e curadores afins.
Sua finalidade é: autoconhecimento, autocura, a relação
entre os princípios da natureza e o corpo, a casa e o ambiente,
bem como a apresentação de técnicas de saúde
utilizando a água, a terra, as ervas, e os poderes do sol e da
lua.
O
Sistema Arapoty não forma curadores, mas fornece ferramentas
para curadores já formados (de todas as áreas) para serem
agregadas às experiências profissionais de cada participante.
OS
MÓDULOS DO CURSO:
Cada
módulo do curso tem a duração de um final de semana
(sexta-feira à noite a domingo), em regime de imersão.
A didática inclui exposições orais, atividades
práticas/vivenciais e dinâmicas de grupo. Cada módulo
tem um livro-apostila correspondente ao tema.
O
programa, consta de um curso de formação e prioriza a
participação das pessoas interessadas em todos os módulos.
A participação em módulos avulsos será possível
desde que haja vagas disponíveis.
O
participante dos quatro encontros (O Círculo de Cura é
opcional) receberá
certificado do Instituto Arapoty.
As
vagas são limitadas.
1.
Yvira-cy: A ÁRVORE ANCESTRAL
Abril
04-06 , 2008
Os
povos indígenas do Brasil até hoje cultuam os antepassados.
Assim como as tradições orientais, africanas e mesmo culturas
européias do passado dedicam cultos à ancestralidade.
Tais manifestações, em essência, não têm
a finalidade de preservação de sofrimento, mas de libertação
da alma. No entanto, a civilização moderna ocidental despreza
qualquer importância de cultivar as suas raízes, seja do
ponto de vista espiritual, antropológico, histórico ou
pessoal.
Nesse encontro será abordada a importância da ancestralidade
na saúde psíquica, social e cultural de uma pessoa, uma
família e uma nação. Será observado como
as relações com nossa ancestralidade podem causar prosperidade
ou miséria, doença ou saúde, vigor ou fraqueza,
medo ou coragem. O encontro tem o objetivo de orientar como a questão
da ancestralidade, melhor compreendida, pode servir de apoio aos processos
de cura.
2.
Avanembô: OS TRÊS MUNDOS E OS QUATRO ASPECTOS DA MENTE
Junho
20-22, 2008
Na
cultura tupy não existe uma palavra para designar mente e não
se desenvolveu uma elaboração conceitual e escrita para
esta questão. A palavra “ireko” é o termo
que busca demonstrar algo sobre a mente, mas a tradução
mais próxima para este termo é “estado de ser”.
A disposição mental é que determina o sucesso ou
fracasso, o bom ou o mal, a harmonia ou desarmonia, a conexão
com o divino ou a conexão com seres de limitação
astral. Compreendendo como funciona a mente, podemos compreender melhor
a nós mesmos e podemos ser bons conselheiros e orientadores nos
processos de cura. Neste encontro abordaremos a mente e a sua natureza,
de acordo com a visão tupy.
3.
Tupã Tenondé: O PODER DE CURA DA NATUREZA
Setembro
19-21, 2008
A
natureza pode ajudar o ser humano a superar depressões, estresse,
síndrome do pânico e crises de origem psicológica
através da utilização das águas, plantas
medicinais, argila e das energias do sol e da lua. O corpo físico
debilitado e o corpo emocional transtornado são receptivos à
pureza dos elementos terra, água, ar e fogo e à essência
líquido-luminosa das plantas.
Conhecer os recursos da natureza como fontes de cura e apoio no tratamento
terapêutico é o objetivo deste encontro.
4.
A CURA DO ESPAÇO SAGRADO: CASA, CORPO, E AMBIENTE
Novembro
21-23, 2008
Este
encontro aborda a questão da harmonização de ambientes
através de defumações e rezas como terapia do espaço.
Conhecer as energias da terra, das águas e a forma como essas
energias interferem no espaço físico; conhecer as energias
do ar e do fogo e saber como elas podem servir de agentes harmonizadores
do espaço é um dos propósitos do curso.
Facilitador:
Kaká Werá Jecupé,
Kaká
Werá é especialista em difusão de valores sagrados
e da medicina da cultura indígena do Brasil através de
palestras, livros, vivências, participação em congressos
e seminários desde 1992.
É
professor de cultura de paz e valores humanos desde 1997 pela Fundação
Peirópolis e pela UNIPAZ, e realizou palestras e aulas inaugurais
em diversas faculdades e universidades do Brasil e do Exterior.
Teve
a honra de participar de seminários de aprendizado com Sua Santidade
o Dalai Lama no Brasil, na Índia e na França, estabelecendo
a partir daí um elo entre a ancestralidade tibetana e a tupy.
Foi
convidado por Jean Yves Leloup e Glória Sobrinho a participar
do Colégio Internacional dos Terapeutas, fundado por Leloup,
que objetiva o resgate da sabedoria dos terapeutas do deserto que compreendiam
a natureza como fonte divina de cura e harmonia.
É
autor de vários livros entre eles: "A terra dos mil povos"
(Ed. Peirópolis, 1998), "Tupã Tenonde" (Ed.
Peirópolis, 2001), "Oré Awé Roiru´a
Ma" (Ed. Triom,2002).